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A selecção nacional de futebol foi ao Brasil fazer de bombo da festa de inauguração de um novo estádio. Começaram bem, ao marcar o primeiro golo, mas saíram vergados por uma pesada derrota. Tão pesada que temos de recuar a 1955 (leram bem, mil novecenteos e cinquenta e cinco) há 25 anos para vermos seis golos encaixados nas balizas defendidas por um guardar redes da selecção.

Os analistas e os teóricos hão-de dizer do porquê. Eu, como adepto de sofá, digo que Carlos Queiroz conseguiu em poucos meses destruir a mentalidade vencedora de uma equipa que nos últimos anos foi vice-campeã da Europa e quarta classificada  no Mundial.

No final do jogo, o seleccionador disse que a equipa se deslumbrou com as facilidades. Concordo plenamente. Mas porque é que Queiroz colocou falsos pontas de lança, não convocou Nuno Gomes – que pode não marcar mas faz jogar -, atirou com Tiago às feras ao colocá-lo num lugar em que não joga desde o início da carreira, e insiste em pôr Ronaldo a jogar à frente e, fundamentalmente, como capitão de equipa; ele que sabe que muitos querem ver na selecção o jogador que é no Manchester e que tudo faz para que o público não saia defraudado e que, consequentemente, precisa de alguém dentro de campo que o ponha na ordem.

Ah, é verdade… e só à segunda pergunta do jornalista na flash-intervue é que o seleccionador disse que assumia a responsabilidade. Até aí, tinha sido só o deslumbramento dos jogadores…

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A selecção nacional de futebol empatou em casa com a Albânia. Estive quase para fazer os 60 quilómetros até Braga…

Ainda bem que não fui!

Sei, mas não gosto de assobiar, e teria sido o que faria, se estivesse no belo estádio. Assim como teria batido palmas no final à selecção albanesa, que se bateu como São Jorge contra o dragão. É claro que não teria sido muito difícil. O dragão estava constipado e ao invés de fogo apenas deitava uma fumarola incipiente.

Antes da partida, o seleccionador nacional tinha dito: “Seria absurdo dizer que estamos convictos que a Albânia é uma das favoritas à fase final do Mundial, mas é certamente uma das equipas favoritas a pôr alguém fora do Mundial”.

Parece que estava a preparar o caminho, independentemente de tiradas como a de estar a construir uma equipa campeã. A verdade é que em quatro jogos, as estrelas portuguesas apenas conseguiram cinco pontos. Repito: cinco pontos em doze possíveis. E se contra a Dinamarca o resultado foi apenas bola, já contra a Suécia e a Albânia o que faltou foi firmeza e arrojo.

Na Suécia, Portugal jogou para não perder e acabou empatado. Resultado normal, dir-se-à… Mas a falta de vontade de vencer – se se quiser o medo do seleccionador – deu tudo a perder.

Como se viu hoje em Braga. Portugal chega aos 45 minutos empatado a zero e com a Albânia com menos um jogador. Queiroz, claro está, tinha que mexer na equipa, fazendo entrar Quaresma e Nani – dois desiquilibradores. Mas tira Dani e João Moutinho.

Portugal estava a jogar contra dez. Mesmo assim, o seleccionar mantém tooooda a defesa: Miguel, Pepe, Bruno Alves e Paulo Ferreira. Só já passava dos 75 minutos quando o “professor” (?) se resolve a dar uma abébia, fazendo descansar Miguel e apostando em Nuno Gomes.

Mas já era tarde.

Tão tarde que Gilberto Madail tem uma atitude inédita. Apenas cinco minutos depois da substituição abandona a bancada presidencial do Estádio de Braga.

Até tenho simpatia por Carlos Queiroz. Mas tudo o que é demais cheira mal. Antes do jogo, disse que estava a fazer de Portugal uma equipa ganhadora, que Portugal nunca tinha ganho nada…

Pois não. Mas foi vice-campeão da Europa e quarto no Mundial…

Gilberto Madail deve levar até ao fim o gesto público de insatisfação. 5 pontos em 12 possíveis é inadmissível!