A selecção nacional de futebol foi ao Brasil fazer de bombo da festa de inauguração de um novo estádio. Começaram bem, ao marcar o primeiro golo, mas saíram vergados por uma pesada derrota. Tão pesada que temos de recuar a 1955 (leram bem, mil novecenteos e cinquenta e cinco) há 25 anos para vermos seis golos encaixados nas balizas defendidas por um guardar redes da selecção.
Os analistas e os teóricos hão-de dizer do porquê. Eu, como adepto de sofá, digo que Carlos Queiroz conseguiu em poucos meses destruir a mentalidade vencedora de uma equipa que nos últimos anos foi vice-campeã da Europa e quarta classificada no Mundial.
No final do jogo, o seleccionador disse que a equipa se deslumbrou com as facilidades. Concordo plenamente. Mas porque é que Queiroz colocou falsos pontas de lança, não convocou Nuno Gomes – que pode não marcar mas faz jogar -, atirou com Tiago às feras ao colocá-lo num lugar em que não joga desde o início da carreira, e insiste em pôr Ronaldo a jogar à frente e, fundamentalmente, como capitão de equipa; ele que sabe que muitos querem ver na selecção o jogador que é no Manchester e que tudo faz para que o público não saia defraudado e que, consequentemente, precisa de alguém dentro de campo que o ponha na ordem.
Ah, é verdade… e só à segunda pergunta do jornalista na flash-intervue é que o seleccionador disse que assumia a responsabilidade. Até aí, tinha sido só o deslumbramento dos jogadores…






