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John McCain soube há uma semana que não ia ser presidente dos Estados Unidos. Foi ao programa de Jay Leno e quando o apresentador lhe perguntou como é que estava, disse que dormia como “um bébé: Durmo duas horas, acordo e choro; durmo duas horas, acordo e choro”. Já tinha dito a mesma piada há quatro anos, quando perdeu as primárias dos republicanos. Mas é muito boa. Estão a ver Manuela Ferreira Leite ou José Sócrates terem este fair play?

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Os primeiros votantes das eleições norte-americanas são os habitantes da aldeia de Dixville Notch, nas White Moutains de New Hampshire, no norte do país.

Os menos de 30 eleitores desta aldeia votam no candidato republicano desde 1968.

Pouco depois das cinco da manhã de hoje já todos terão cumprido o seu dever cívico.

Boa noite!

Guerra e Paz

Posted: Outubro 9, 2008 in mundo
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Town Hall Debate – Se o Irão atacar Israel, enviará tropas como resposta?

Barack Obama venceu claramente o segundo debate presidencial, mesmo que sem KO. Dos momentos que mais gostei foi quando afirmou que os EUA deveriam negociar sem condições com o Irão. Explicou que a superpotência deveria partir para o diálogo sem pôr de lado a opção militar e que o regime teocrático de Teerão deveria saber disso.

Ou quando disse que o rumo do combate ao terrorismo passa por Cabul e que deveriam ser desviadas tropas do Iraque para o Afeganistão, onde a estratégia deveria passar por exigir mais do governo de Karzai, por atacar a produção de papoilas e o tráfico de droga que financia a guerra.

O candidato democrata piscou o olho à América profunda, afirmando que as forças americanas poderiam entrar no Paquistão quando localizasem Ben Laden se Islamabad não pudesse ou não tivesse vontade de ir atrás do líder da Al Qaeda.

Teremos outra América se Obama ganhar? 


Assisti em directo ao debate entre McCain e Obama. Frouxo, porque não se tratou verdadeiramente de um debate, e populista, como convén en alturas de crise. Mas o que mais me chamou a atenção foi um truque que a CNN utilizou.

A cadeia norte-americana colocou sensores biométricos numa pequena plateia de “indecisos do Ohio” que mostrava online como estes reagiam ao discurso dos candidatos.

Curioso que nem os comentaristas da CNN prestaram atenção a este indicador no final do debate, o que poderá atestar da sua credibilidade… Mas enfim…

Interessante de notar que Obama conseguiu atingir o máximo de aprovação na resposta à crise e na questão do acesso à saúde. E também que McCain só se conseguiu aproximar desse nível em política externa, sendo que os homens são os mais permeáveis a um discurso de exaltação do poderio americano.

Mas o que mais me chamo a atenção foram os dados relativos às referências ao outro contendor. Sempre que um candidato atacava o seu opositor, o gráfico mostrava descidas bruscas.

À atenção dos estados-maiores das campanhas democrática e republicana, agora que se prevê que o combate se torne cada vez mais sujo, a apenas um mês das eleições.