Sindicatos e governo reuniram-se para de decidirem que iriam avançar com reuniões de agenda aberta. Em conformidade, as organizações dos professores decidiram suspender as greves regionais que estavam previstas para esta semana.
Pouco tempo depois – apenas meia-hora – os governantes dizem aos jornalistas que a suspensão do processo de avaliação nunca esteve nos seus horizontes. Os sindicalistas, estupefactos, afirmam que “agenda aberta” quer dizer que tudo está em discussão.
Num primeiro momento, confesso que julguei estarmos perante um caso de má comunicação entre pessoas que não se podem ver. Mas alguém me lembrou que estamos à porta das férias de Natal.
E foi nisso que o governo jogou. Levou os sindicatos a desconvocar as greves e a reduzir assim o impacto que estas teriam depois da última manifestação e da maior greve de sempre dos professores.
Estou mesmo a ver o diálogo na primeira das reuniões de agenda aberta:
– Então, senhor secretário de Estado, combinámos reunirmo-nos sem agenda e o senhor vai para a comunicação social dizer que estava tudo em discussão menos a suspensão da avaliação?
– Caros senhores, que querem?
– Então acordamos uma coisa e o senhor depois não o cumpre?
– Não fui o primeiro, pois não?




