Só não sorri porque me vieram dar uma triste notícia

Andava já há uns tempos para colocar na série “bateram-me à porta e sorri…” um vídeo dos A Naifa. Perdi a oportunidade.

João Aguardela morreu hoje num hospital de Lisboa vítima de cancro. Tinha 39 anos. Era o compositor de A Naifa.

Aqui fica o vídeo, com um amargo de boca.

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É engraçada a forma como encontrei esta magnífica banda islandesa. Foi o guitarrista António Chaínho que a sugeriu no programa 1001 Escolhas da Antena 1


Uma amostra do que tenho andado a fazer…

Promessa

Posted: Janeiro 17, 2009 in Uncategorized
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Tenho andado arredio de postar na Travessa, porque agora a minha travessa estende-se a todo o país. Só desde 23 de Dezembro já lá vão 9000 quilómetros ao volante. Não sou camionista. Sou jornalista.
Daí que a partir de agora vá dando conta das minhas viagens. É uma promessa

Ai, esta Língua Portuguesa…

Posted: Dezembro 21, 2008 in comunicação, jornalismo, media
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pastor

Natal solidário (Os Contemporâneos)

Posted: Dezembro 20, 2008 in humor

Vodpod videos no longer available.


William Mark Felt teve um papel preponderante na história do jornalismo moderno, quando há mais de 30 anos foi a fonte de Woodward e Bernstein na investigação do escândalo Watergate que levaria à demissão do presidente norte-americano Richard Nixon.

Morreu esta semana com 95 anos. Em 1972 era director-adjunto do FBI e concluiu ser seu dever denunciar os abusos da administração Nixon. Viveu na sombra até há três anos, altura em que contou à família ser ele o “garganta funda”.

“Garganta Funda” foi o nome com que os jornalistas identificaram a sua fonte junto do editor do Washington Post e que ganhou a luz do dia no filme “Os Homens do Presidente”.

Agora que é de lei a obrigatoriedade de os jornalistas revelarem as suas fontes quando a isso instados pelo poder judicial, o facto de Felt ter vivido na sombra durante mais de 30 anos e de os autores da mais importante história do jornalimo moderno nunca terem revelado o seu nome é um exemplo para aqueles que actualmente fazem do jornalismo a sua profissão. E também para os poderes, públicos e privados.

O Código Deontológico dos Jornalistas especifica que as fontes só podem ser reveladas se conscientemente enganarem os jornalistas. Tirando essa excepção, o seu anonimato é garantido. Ainda há cerca de um ano o jornalista Manso Preto foi julgado por se negar a dizer o nome de uma sua fonte em fase de inquérito judicial. Foi absolvido, mas são muitos os sinais de que a protecção das fontes é, cada vez menos, um dos pilares sagrados da liberdade de imprensa.

Ainda agora o Grupo Parlamentar do Partido Socialista fez saber que avançaria para inquéritos se algo transpirasse das sessões à porta fechada da comissão que investiga as fraudes bancárias.

É muito mais do que o dedo em riste a avisar eventuais “prevaricadores”. É o dedo em riste da maioria a avisar todos os jornalistas e – fundamentalmente – todas as fontes de todas as histórias. É o jornalismo de investigação que está em risco.