John McCain soube há uma semana que não ia ser presidente dos Estados Unidos. Foi ao programa de Jay Leno e quando o apresentador lhe perguntou como é que estava, disse que dormia como “um bébé: Durmo duas horas, acordo e choro; durmo duas horas, acordo e choro”. Já tinha dito a mesma piada há quatro anos, quando perdeu as primárias dos republicanos. Mas é muito boa. Estão a ver Manuela Ferreira Leite ou José Sócrates terem este fair play?
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Imaginam um político português com este fair play?
Posted: Novembro 13, 2008 in eleições americanas, humor, mundo, políticaEtiquetas:América, eleições americanas, Jay Leno, McCain
Não consigo comentar
Posted: Novembro 10, 2008 in mundoEtiquetas:adolescentes, bebés, escravatura, Nigéria, tráfico
Das notícias:
“A polícia nigeriana descobriu uma maternidade em que cerca de 20 adolescentes eram mantidas presas com o intuito de continuamente darem à luz bebés para venda.
O edifício de dois andares funcionava clandestinamente à noite. O médico responsável da instituição, actualmente em julgamento, atraía jovens mulheres com gravidezes indesejadas, oferecendo-se para ajudá-las a abortar, noticia a agência “France Press”.
“Assim que entrei na clínica deram-me uma injecção e eu desmaiei. Logo que recuperei a consciência, percebi que tinha sido violada”, disse uma das 20 adolescentes libertadas pela polícia nigeriana. Após a violação, a jovem de 18 anos foi mantida em cativeiro e violada novamente no dia seguinte pelo médico.
As adolescentes eram fechadas até darem à luz e logo depois forçadas a separarem-se do bebé a troco de 20 mil nairas, cerca de 120 euros. O médico vendia depois os recém-nascidos a 300 ou 400 mil nairas (2 mil ou 2 mil e quinhentos euros), na sua maioria a nigerianos. De acordo com a polícia, o médico responsável pela clínica também convidava rapazes para engravidarem as mulheres.”
Morreu Miriam Makeba
Posted: Novembro 10, 2008 in músicas, mundo, vida...Etiquetas:óbito, Makeba, morte, Roberto Saviano, solidariedade
Miriam Makeba morreu ontem à noite em Itália, aos 76 anos. Mamma Africa, como ficou conhecida, foi também um símbolo da luta contra o Apartheid, tendo vivido no exílio durante 35 anos.
Morreu imediatamente após deixar o palco num concerto de solidariedade para com o jornalista e escritor italiano Roberto Saviano, ameaçado pela Camorra.
Morreu como viveu. No palco e solidária.
O discurso de vitória de Barack Obama
Posted: Novembro 5, 2008 in eleições americanas, mundo, políticaEtiquetas:América, eleições americanas, Obama, Presidente, vitória
Para aqueles que não estiveram acordados até às cinco da manhã. Uma bela peça de oratória, principalmente a última parte.(desta vez, tenho a certeza de que o discurso está completo. Peço desculpa aos que viram os dois posts anteriores que este veio substituir)
Vodpod videos no longer available.
Com a devida vénia…
Posted: Novembro 5, 2008 in eleições americanas, humor, mundoEtiquetas:eleições americanas, humor, Michael Jackson
O melhor dos comentários às eleições americanas foi feito pela Cabra de Serviço:
Já começou a mudar, Michael Jackson quer ser preto outra vez!
O que mudou na América
Posted: Novembro 5, 2008 in eleições americanas, mundo, políticaEtiquetas:América, eleições americanas, Obama, Presidente, vitória
Esta madrugada, já o sol despontava, fui-me deitar convicto de que tinha presenciado um daqueles momentos em que a História passa por nós e nos marca.
A América mudou, efectivamente. Apenas 40 anos após o discurso em que Martin Luther King afirmou ter tido um sonho e da assinatura do Civil Rights Act, os americanos elegeram um presidente negro.
O facto, só por si, já era histórico. Mas o que verdadeiramente impressiona nesta vitória de Barack Obama (“um magricela com um nome esquisito”, como o próprio se definiu há quatro anos) é a sua extensão.
O mapa eleitoral norte-americano é tradicionalmente um imenso rolo vermelho (a cor dos Republicanos) com pinceladas a azul (Democratas) nos extremos leste e oeste. Mas desta vez não. Barack Obama venceu em Estados tradicionalmente republicanos e o novo mapa eleitoral dá-lhe uma legitimidade ainda maior.
Também impressionante é a diferença no voto popular. Obama teve mais de 62 milhões de votos, contra os mais de 55 milhões obtidos por Jonh McCain.
Quando analisados os resultados das sondagens à boca das urnas, vê-se que o Presidente eleito venceu esmagadoramente nos novos votantes, bem como nos mais novos. E nas mulheres. E nos negros. E nos hispânicos.
Esta é uma vitória transversal, uma vitória que uniu a América, que dá um novo alento a uma população atingida pela guerra, pela crise económica e por uma grande crise de confiança.
Uma vitória que é também a de um movimento. Barack Obama conseguiu criar um movimento de participação cívica como há muito não se via e que lhe dá uma responsabilidade acrescida. Conseguiu que cidadãos normalmente alheados da política se envolvessem; agora não os pode defraudar.
Num país em que o actual presidente teve menos votos populares do que o seu oponente há oito anos, quando conquistou a Casa Branca pela primeira vez, os sete milhões de votos de diferença conseguidos por Obama sobre McCain conferem-lhe outro tipo de responsabilidade. O homem e o seu discurso não foi apenas eleito, foi plesbicitado.
No seu discurso de vitória, Obama não falou na primeira pessoa do singular, utilizou sempre a do plural. Nós foi a palavra chave e nela englobou os 55 milhões que votaram no candidato derrotado, quando disse que os tinha ouvido e que também necessitava da sua ajuda para ultrapassar os grandes desafios que se colocam áquele que vai ser o 44º Presidente dos Estados Unidos da América.
A América já ganhou
Posted: Novembro 4, 2008 in eleições americanas, mundo, políticaEtiquetas:América, civismo, eleições, eleições americanas
A adesão dos americanos às urnas é histórica. Estas eleições arriscam-se mesmo a ser as mais concorridas de sempre, e estão actualemtne taco a taco com a de 1908.
Há cem anos, portanto, que os americanos não tinham uma participação tão elevada no dia de eleições. As enormes filas e o tempo de espera sem incidentes são uma imensa prova de civismo e uma prova de que o povo se empenha quando sente que está a participar em algo importante.
Lembra-me um dia distante em que acompanhei a minha mãe a uma escola preparatória de Lisboa. Ela ia vestida como se vai para as ocasiões especiais. Também estivemos horas (?) numa fila. Depois de depositar o voto ficámos um bocado a ver os outros votar.
Foram as primeiras eleições livres em Portugal. E nesse ano demos uma lição de civismo ao Mundo. Como os americanos o estão a fazer hoje.



