Fontes oficiais confirmaram o “ataque bem sucediddo” efectuado por tropas americanas a uma aldeia síria na fronteira com o Iraque. De acordo com a CNN, a acção culminou com a morte de um elemento da estrutura logística da Al Qaeda.
Um ataque a um país como a Síria e um assunto grave e potenciador de trazer ainda mais instabilidade ao Médio Oriente, uma vez que Damasco tem pretensões na zona como é visível na sua actuação no Líbano.
É um assunto tão grave que se esperaria que o alvo fosse alguém com uma dimensão na estrutura terrorista que ultrapassasse as fronteiras do conflito iraquiano.
Mas não. De acordo com a CNN, o alvo era “um elemento activo” dos canais de entrada no Iraque de homens, armas e dinheiro para os insurgentes.
A Síria já reagiu diplomaticamente: “The U.S. is a permanent member of the U.N. Security Council, so this is an outrageous crime for a country who is responsible for maintaining peace and security in the whole world to act this way”.
Nos processos eleitorais americanos, é habitual existir a chamada surpresa de Outubro. Um facto novo que baalha as contas dos candidatos. É quase unânime ser a deste ano a crise financeira mundial, mas a administração Bush poderá ter querido dar uma ajuda a McCain com uma acção que eleve a tensão no Médio Oriente.
Não é sequer uma tese, esta. Só uma dúvida.
No seu último livro, o jornalista Bob Woodward – um dos que denunciou o Watergate que levou Nixon a afastar-se da presidência – diz que os Estados Unidos têm em curso uma série de operações secretas a decorrer no Iraque com recurso a tecnologias de ponta, um trabalho que tem tido resultados estratégicos e que não é conhecido.
Se este alvo na Síria era assim tão importante que levou os militares a decidirem-se por uma operação com grande visibilidade fora das fronteiras do Iraque, quando tinham outras alternativas?



